Preciso ser mais tolerante, com certeza. Mas quem não precisa?
Ontem fui num culto ecumênico. Percebi, na verdade, que culto ecumênico ("Ecumenismo", Substantivo masculino. Movimento que visa a unificação das igrejas cristãs (católica, protestante e ortodoxa), é uma celebração totalmente evangélica, protestante. Pouco espaço para o padre - e até para um representante espírita, um ponto alto da celebração, orador que prende a atenção e desperta o desejo de vencer o preconceito.
O bom de celebrações religiosas é o poder místico, o caráter de seita que busca vencer os medos, enfrentar os desafios, superar a si mesmo. Mas ontem fiquei com a velha pulga atrás da orelha: por que, toda vez (
tá, ignoremos o exagero do toda vez) que um evangélico fala, ele fala em tom de sermão, exagera em "amém" e "deus", além de sempre querer ressaltar o toque de Deus, a existência, a "missão concedida especialmente para mim"? O "ele falou comigo" sempre me soou meio exagerado. Além do mais, esse discurso de humildade sempre foi mais tendencioso que realmente humilde. Os "destaques evangélicos" de ontem pregam a humildade e nasceram em berço de ouro, aliás, tem ouro espalhado por toda a parte do corpo. Ouro, tatuagem, cabelo na chapinha... Enfim, para quem não adora imagens, o culto à sua própria imagem tá até bem.
Longe de mim, incitar desavenças entre religiões (
quem diria...). A religião é verdadeiramente uma bênção para muitos. Mas, para a grande maioria das pessoas que conheço, a religião mais puniu que salvou. E, quando só há punição, não há crescimento alegre. Só crescer na dor é travar o potencial das benesses que a gente nem sabe quais são porque o futuro tem por missão surpreender os espertos que prevêem e pensam que sabem.
"Então tentar prever serviu pr'eu me enganar!".